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A equipe Optime, uma das selecionadas no Desafio #moveteresina, fez uma visita técnica na cidade de Teresina. O objetivo foi levantar informações sobre a eficiência das linhas , e ouvir Sindicato, funcionários e órgãos responsáveis sobre as melhorias que podem ser feitas.

Marcos Caixeta, integrante da Optime, afirma que a visita mais importante foi realizada na parte de planejamento, “percebemos que tem alguns dados que o Sindicato disponibiliza que podem ser aproveitados pela Prefeitura. Com essas informações eu consegui entender como funciona a divisão das linhas dentro da cidade.”

Em seguida foi feito uma pesquisa de campo em um bairro da Zona Norte, onde será implantado uma linha de transporte coletivo. “Essa visita foi importante pra gente planejar e saber como funciona a escolha das paradas, quais as ruas que o transporte vai transitar.” ressalta Caixeta

Em conversas com motoristas, ele afirma que a categoria está preocupada com a permanência no transporte público. “Eles se mostraram bem preocupados com a manutenção do transporte público, alguns levantaram a possibilidade de sair do mercado pois vários colegas foram demitidos.”

Durante essa pesquisa de campo, a equipe percebeu ações do transporte clandestino na cidade. Caixeta afirma que um dos pontos da otimização da solução criada por eles pode desmotivar o transporte clandestino. “Se o transporte coletivo conseguir atender bem a população com um custo razoável a gente consegue reduzir o impacto do clandestino.”

Em reunião com representantes da Setut e da empresa Cidade Verde, foi abordado o processo pra entender como está sendo a operação da empresa hoje. Alguns dos pontos abordados foi como a empresa se relaciona com a Prefeitura na questão das solicitações de melhorias nas linhas e alteração de intinerante. Com objetivo de entender se seria mais interessante para a Prefeitura ou empresa, a contratação de uma ferramenta de otimização. “Como qualquer alteração nas linhas de ônibus são realizadas pela Prefeitura, então não adianta a empresa recriar todo o processo, se a prefeitura não estiver envolvida com essa ação.” pontua Caixeta.

Na conversa com o representante da empres Cidade Verde, foi mostrado como é calculado o custo mínimo para manter uma linha funcionando. “Nitidamente a gente percebeu que a quantidade de passageiros transportados, está muito abaixo desse limite. O custo da passagem deveria ser um valor mais alto. A empresa cobra um valor mais baixo, com o compromisso de complementação pela Rrefeitura. Esse é o acordo que eles têm de subsídio.”

Para Marcos, um ponto muito importante apresentado pela Setut foi um gráfico demonstrando a demanda e a oferta por transporte. Tem caso de um linha com apenas um veículo, em que a oferta de linhas é muito mais alta do que a demanda. “Isso significa que o ônibus está rodando muito vazio, e isso causa um prejuízo grande com consumo de combustível, de peças e não havendo passageiros não se paga essa operação. Então temos linhas que podem ser repensadas, que é onde a Optime vai ter um grande benefício, porque a nossa ferramenta consegue achatar a curva de demanda e oferta.” Segundo ele o projeto garante isso e o veículo vai rodar sempre com uma demanda específica, e em linhas com um formato diferente haverá uma demanda maior de passageiros de acordo com a oferta.  

Outro fator relevante analisado é o do indicador utilizado nesse transporte, o IPK (Índice de Passageiro por Quilômetro Rodado). “Se tem algum trecho ou linha que tem pouco passageiro por km, esse índice é muito baixo, e é onde nós vamos trabalhar para resolver a melhoria desse indicador.”

Para os integrantes da Optime o produto está sendo desenvolvido no caminho no certo, sendo necessário fazer poucas adaptações para conseguir entregar o que é necessário. “Percebemos que existe uma possibilidade de melhoria das linhas, para evitar excesso de oferta ou demanda, fazendo distribuição melhor dos veículos. As empresas têm passado por um período apertado pela falta de passageiros e faturamento, enquanto passageiros reclamam da falta de ônibus nas ruas.” detalha Caixeta

Para ele com a redistribuição das rotas, será possível deixar mais uniforme o transporte, atendendo a população e garantindo uma manutenção financeira para as empresas, evitando demissões ou falências.

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