Notícias

Mão de obra escassa

A demanda por profissionais de tecnologia está em alta no mercado, muito em função da aceleração da transformação digital das empresas. A média salarial acompanha esse aquecimento, reflexo da escassez de mão de obra especializada, em meio às estatísticas recordes de desemprego.

Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscon), o Brasil forma anualmente cerca de 45 mil pessoas na área de tecnologia, mas são abertas uma média de 70 mil vagas por ano.

A escassez da mão de obra, no entanto, explica a alta rotatividade entre os profissionais de tecnologia.

Integrante da equipe Optime, Marcos Caixeta, afirmou que teve dificuldades de encontrar pessoas que trabalhem na área de tecnologia. Em Uberlândia, onde mora, foi criado um projeto UberHub Coach Club que tem como objetivo ensinar as teorias de codificação e algoritmo para jovens que ainda estão no ensino médio, a fim de gerar mais mão de obra pra o setor.  “As empresas estão deixando de investir nos alunos da faculdade para investir na garotada do ensino médio para preparar esse aluno para entrar na faculdade e depois ser chamado para estagiar.” afirma Marcos.

Outro ponto relatado por Caixeta é o da competitividade: “o mercado hoje está impraticável!” Segundo ele, devido ao valor alto do dólar, muitos profissionais estão buscando trabalhos como freelancer para ter mais liberdade de trabalhar onde e na hora que quiser, “Está havendo uma competição muito grande de prestação de serviços para fora do país.”

Para o Desafio #moveteresina, Caixeta foi até um site de freelancer para recrutar a equipe. Nove pessoas apareceram, três brasileiros e seis estrangeiros, porém com qualidade muito abaixo do esperado. “O pessoa não se envolveu, e os que se envolveram não sabiam conversar sobre o projeto, foi um levantamento bem ruim. Felizmete eu contratei uma pessoa que já tinha trabalhado comigo em outro projeto. O mercado de tecnologia está muito caro, principalmente para empresas pequenas como a OpTime.”

Para Marcos a expectativa é de torcida para surjam novos profissionais, “A gente vai se virando e torcendo para que apareçam mais pessoas com interesse na área da computação, e torcendo para que essa garotada chegue logo ao mercado de trabalho, pois, estamos precisando.” 

Já Duany Dreiton da equipe Jaegers, conta que teve sorte, já que não houve falta de profissionais em nenhuma área na sua equipe. Professor desde 94, ele afirma que sempre houve esse déficit de mão de obra na área de TI, “Essa é uma realidade constante, e, a medida que a área de TI vai abrangendo outras áreas, é notório hoje tudo depender da área de TI, desenvolvimento, software e hardware, e tudo acontece em uma velocidade muito grande que as formações profissioanis não acompanham, elas não acontecem do dia para a noite.”

Atualmente demora em média quatro anos para um profissional se formar na faculdade e três anos para formação em um curso técnico, “A formação é um pouco lenta e as transformações do mercado acontecem muito rápido. Em seis meses já há uma mudança drástica de perfil das tecnologias, o que vale hoje pode não valer daqui a seis meses, a economia demanda outro tipo de profissional.” conclui Duany 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *